Utilização de Baterias Pesadas: Parceria Entre Fabricantes e Clientes é Fundamental

Utilização de Baterias Pesadas: Parceria Entre Fabricantes e Clientes é Fundamental
O uso correto do produto

A evolução dos veículos de grande porte, associada à forma de utilização cada vez mais intensa - sobretudo caminhões e ônibus urbanos - fez com que a durabilidade das baterias fosse colocada em xeque-mate.
Se por um lado a indústria poderia confeccionar baterias de maior durabilidade, por outro o consumidor não teria condições de adquirir um produto com custo muito maior. Assim, o caminho mais viável e econômico é adquirir produtos de qualidade, utilizando-o adequadamente para que a vida útil seja prolongada.

O consultor da Rondopar, Claudino Bianchini, analisa o comportamento do consumidor: "Há pessoas que utilizam a bateria de forma correta, mas adquirem produtos de menor preço e qualidade. Nesse caso, o barato sai caro. Outras vezes, as baterias são usadas erroneamente, quando instaladas sem a devida fixação, sem o conversor, sem a verificação da parte elétrica e sem a devida manutenção. O que não é normal é a exigência que a bateria sofre neste tipo de aplicação".

CONSCIENTIZAÇÃO É FUNDAMENTAL
Segundo Claudino, o desafio está na conscientização do cliente: "A bateria sozinha não é o problema. A questão é a maior demanda por energia em função da necessidade de controles e do gerenciamento eletrônico. Quando fabricante e cliente pararem de achar que o problema está no outro e entenderem que ambos desejam a mesma coisa teremos uma evolução nesse sentido. A conscientização se dará quando os interessados trocarem ideias livremente em prol da melhoria. Vale lembrar que as marcas tradicionais do mercado sofrem dos mesmos problemas, ou seja, a mesma durabilidade. Minha pergunta é: será que todas são ruins?", indaga o consultor da Rondopar.

OPINIÃO DO CLIENTE
O vendedor de baterias da distribuidora Capital Max, César Kasumi Kamura, comercializa em torno de 450 baterias pesadas mensalmente para transportadoras e empresas de ônibus. Ele explica que a durabilidade dos produtos varia bastante, dependendo de como o usuário trabalha com a bateria: "Além da evolução dos sistemas eletrônicos, que já demandam muita energia da bateria, em muitos casos os motoristas instalam, sem o aval da empresa, utensílios no caminhão como geladeiras e panelas elétricas, por exemplo. Eles ligam em 12 volts, quando o recomendado é instalar um conversor e ligar em 24 volts. Outros problemas envolvem a instalação inadequada, a não reposição dos eletrólitos e até a alta trepidação que os veículos têm na rodovia".

César comenta também que quando as empresas têm um sistema de navegação que avalia a voltagem da bateria, a durabilidade do produto é prolongada: "Empresas que possuem eletricistas e trabalham dessa forma diminuem o retorno da bateria para a fábrica em até 80%. As baterias Max Life têm uma aceitação muito boa no segmento de veículos pesados, no mesmo nível das principais líderes de mercado", finaliza ele. 


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